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30 de Outubro de 2020
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    Gaeco identifica mulheres que habilitavam telefones para o PCC

    Gaeco identifica mulheres que habilitavam telefones para o PCC

    Duas funcionárias terceirizadas da Telefônica, que habilitavam irregularmente linhas de telefones fixos para presos do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presas em flagrante nesta quarta-feira (29), no ABC. Operação conjunta do núcleo do ABC do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, da Polícia Militar e da delegacia seccional de São Bernardo do Campo, com a colaboração da Telefônica, comprovou a fraude, que gerou prejuízo de cerca de R$ 95 mil à companhia e colaborou para atividades ilícitas da organização criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas.

    Foram presas Tatiane Melo de Jesus e Valdirene Gatti Marcelo. Tatiane é companheira de Wilson Fernando Batista, o Perninha, que está preso em Irapuru. De uma central em seu local de trabalho ela fazia ligações para o celular de Perninha na prisão. Convencida pelo companheiro, a partir de março ela passou a habilitar linhas de telefone fixo por meio das quais os presos do PCC faziam a transferência de chamadas para celulares dentro de presídios. Para cada linha habilitada – que funcionava sem deixar provas durante uma semana -, Tatiane recebia R$ 70 do PCC. Presa, ela confessou ter habilitado pelo menos 300 linhas. Valdirene também fazia habilitações irregulares.

    Os pagamentos eram feitos por meio de depósitos bancários em nome de parentes de Tatiane. Os depósitos ficavam a cargo de Samantha Cristine Gonçalves, companheira de Alexsandro Gerônimo, o Mikael, que estava preso em São Bernardo do Campo. Também fazia os depósitos Paulo Freire da Silva, o Fofucho, que hoje está preso por outro processo criminal.

    Durante a investigação, a Telefônica apurou que, de abril até outubro, a empresa teve prejuízo de R$ 95 mil com 40 linhas habilitadas irregularmente.

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